11 de abr de 2012

Pintar


Não a moça que morde o leque,
Que existe mais para o prazer do outro.
Nem o moço, cabeça feita no barbeiro,
E de elegância comprada ao alfaiate.

Sim, a atriz, objeto de prazer público.
Sim, o ator, lembrete da mascarada perfeição.
Viva as alamedas zebradas de sombra e luz
Em que poetas ancoram-se fatigados!

Basta de sujeitos contemporâneos,
De mocinhas das letras pedagógicas, pontuais, disciplinadas,
Já que suas características é a de não terem nenhuma.

Algo de efeito assombra,
E mesmo romântico, não consigo pintar:
Esse sabor amargo do vinho da vida.

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