15 de mai de 2012

Viva Benjamin!

Que existência sólida é essa, a cobrada,
que nunca vivi em meu interior?
Que leituras, resumos esses,
que não dizem sequer parte do real?

Como veem trigos nos campos
e, para a alegria de muitos,
se transformam em Cristo?

A chuva molha-me os pés
e não é confiável conhecer alguém
em dias de chuva.

Os olhos nadam.
O pensamento voa.
Os dedos aquecem
mais uma página em branco.

Será solo, demarcação de terra
que define literatura brasileira?


Não sei.
Mas Benjamin ainda responde a tudo.



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